A TINTA INDELÉVEL NO DEDO DO GOVE
Por Inês Semente Quem já experimentou pintar o dedo com tinta indelével sabe muito bem o tempo que essa leva a desaparecer. A não ser que se calcem luvas antes de nela tocar. Não é por acaso que ainda a usamos para comprovar a ida aos escrutínios de votos nos nossos pleitos eleitorais. Claro que não significa que seja mais eficaz que o voto electrónico e o uso das impressões digitais. Mas parece haver quem desconheça o facto, e no topo da lista colocamos o nosso ex governador do Banco de Moçambique ao julgar que seu dedo no processo das dívidas ocultas estava protegido por luvas. Quando autorizou as transacções bancárias de e entre as empresas/organizações envolvidas na trilogia das dívidas “não mais ocultas” e depois veio a público com um discurso bastante eloquente e convincente de que não tinha seu dedo na papelada oculta, o então Gove, digo, governador do Banco de Moçambique não apenas tomou conhecimento das mesmas, mas também participou, mesmo que de forma não tão di...